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11 de fevereiro de 2012

23 de dezembro de 2011

vícios

Cheguei há coisa de dez minutos a casa. Estava aquela chuva irritante molha-parvos. Entrei pela porta de trás e descalcei as botas. Telemóvel a fazer de lanterna. Deixei as chaves no corredor porque a minha mãe as vai usar amanhã. Mal entrei no quarto liguei o pc, pijama, casa-de-banho. E o que é que eu venho fazer ao pc a estas horas? Ler blogues. Acho que vir pôr a leitura em dia é como aquele cigarro do final do dia e que sabe mesmo bem (segundo dizem, eu não fumo). 
A noite foi engraçada, não bebi (álcool), fiquei a saber das novidades da ilha inteira (leia-se cusquices) e cada vez tenho mais a certeza que não me identifico com nada disto. Fico chocada quando as pessoas de cá fazem planos para voltar, porque a-do-ram a santa terrinha, porque é a casa deles e coiso e tal. Eu só tenho a dizer que também tenho as minhas coisas lá fora, gosto muito de lá viver e, infelizmente, nem aproveito 1/100 daquilo que devia aproveitar, já que Lisboa tem tanta coisa para dar, o que faria se aproveitasse? Provavelmente nunca mais vinha cá (vinha, senão era uma filha morta). Mas isso sou eu que sou uma insensível e que não me apego a isto (nem mesmo em época natalícia, sou uma vergonha é o que é!).

16 de dezembro de 2011

Ghosts that we knew

Estou um bocado a mil. No domingo chego finalmente a casa, depois de mais de 4 meses e meio, e este ano estou particularmente ansiosa por voltar. Mais um bocado e ainda choro de emoção. Já sei que vou sentir o coração pequenino quando vir aquele bocadinho de terra da janela do avião. Espero sinceramente ir do lado direito para poder cumprir o ritual de verificar que a minha casa ainda está no mesmo sítio, não vá ela ter fugido. É capaz de ser um bocadinho ridículo é isso mesmo que se passa toda a santa viagem. Estou com algumas saudades daquela sensação tão boa e ao mesmo tempo tão assustadora que é sentir o estômago a descer à medida que descolamos e daquele frio na barriga sempre que estamos prestes a aterrar na mini-pista.
Por hoje contento-me com o Melancholia, pipocas, mantinha e o meu Saramago antes de adormecer :')

[♫]

24 de novembro de 2011

feels like heaven


As saudades que eu tenho de ver isto quando ia à cozinha tomar o pequeno-almoço e depois ir à janela da sala espreitar porque lá podia encostar o nariz ao vidro e ficar assim durante um bocado.

2 de novembro de 2011

chamam-lhe marketing e comigo funcionou

Vinha eu hoje pela rua, triste da vida depois de 10h30 na faculdade, quando me apareceu à frente uma publicidade da IKEA com uma bota de Natal (acho que já foi no metro) e deu-me uma vontade enorme de ir lá comer almôndegas e aquela tarde de Daim maravilhosa e como não poderia deixar de ser ia ter de entrar na loja para comprar decorações de Natal.
A verdade é que eu só vou ter direito a uma árvore de Natal (e àquele cheirinho maravilhoso de árvore natural que fica na casa, pois sim matem-me mas na terrinha o que não falta é verde) a partir do dia 18 de Dezembro e este ano ando com umas saudades loucas de casa, coisa nunca vista diga-se, por isso vou apostar em comprar uma coisa qualquer simbólica que hei-de pendurar algures aqui no quarto para ganhar um bocado de pó e há-de cá ficar até Janeiro ou, quiçá, Fevereiro (que eu já me conheço).

22 de outubro de 2011

é esperar até Dezembro

Ando com uma vontade maluca de apanhar um avião e ir passar o fim-de-semana a casa.