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7 de fevereiro de 2012

hostels

Portugal volta a arrasar nos prémios para os melhores hostels do mundo. Bem sei, bem sei. Que esses em que estive pela Europa fora, no verão passado, deixaram todos muito a desejar, salvo uma única excepção que foi o Hostel que fiquei em Viena, que era mesmo muito bom.
Mas como se sabe, fazer um interrail é isso mesmo: dormir com outras pessoas no quarto (7 foi o máximo que apanhei), partilhar casa de banho só com essas pessoas ou com o andar inteiro, tomar pequenos-almoços manhosos (ou não tomar lá, porque era demasiado caro), deixar as mochilas (quando já tinhamos feito o check-out e ainda ficávamos mais tempo na cidade) com o nosso material de sobrevivência para as 3 semanas em salas próprias para o efeito mas sem controlo, confiando que ninguém as levaria, andar de mapa em punho seguindo as indicações que já levávamos para encontrar o nosso spot, mas acabando (quase) sempre por nos perder ou ir parar a uma rua estreita com mais de 20 putas e seguir sempre em frente, conhecer pessoas de outros cantos do mundo ou dar de caras com portugueses ao pequeno-almoço. Ai, que saudades.

6 de janeiro de 2012

espécie de xilofone mas para pés*

Há uma coisa destas no Parque das Nações e ninguém me avisou? É que eu fartei-me de saltar em cima de uma coisa destas em Bratislava quando por lá passei este Verão, até tenho um vídeo e tudo. Há que aproveitar para fazer maluquices quando as pessoas que estão à nossa volta são amigos nossos ou não nos conhecem.

só podia ser meu primo

* se alguém conhecer o nome correcto...

3 de novembro de 2011

Milão - dia 5

Quando acordámos, ainda não tínhamos chegado a Milão, mas cerca de 15h depois do início da viagem chegámos. Apanhámos metro para o Hotel que tínhamos marcado - fomos rodeados por uns italianos idiotas (idiotas não foram eles ao perceberem que estávamos de viagem) a tentarem ajudarem-nos com o dinheiro na compra dos bilhetes, lá fugimos para outra máquina e desta vez foi um sem-abrigo que queria ficar com o meu troco de 2€ (!) apesar das nossas constantes tentativas falhadas de o mandar embora (só com o meu Nãããoooo! é que ele resolveu deixar de tentar ficar com o meu dinheiro). Depois de andarmos uns bons 10 minutos perdidos à procura do Hotel lá nos conseguiram indicar onde ficava. Pelo caminho notámos que Milão parecia uma cidade fantasma, tudo fechado. Até pensámos que seria feriado, mas depois íamos lendo placas que diziam que estariam de férias durante o mês de Agosto (e viva a fartura!). 
Deixámos as mochilas no Hotel e fomos almoçar a um parque lá perto até serem horas de fazer o check-in, quando voltámos tínhamos uma proposta bem tentadora que consistia em cada um pagar mais 6€ e termos direito a ir para um quarto muito maior e com jacuzzi (e que nós fomos visitar e era de babar) mas ao qual dissemos não, gentilmente, escaldados do assalto no dia anterior e com medo de ficarmos sem dinheiro no fim da viagem (ou aproveitarmos aquele dinheiro para ir ver A Última Ceia, mas depois descobrimos que era preciso reservar bilhete e não conseguimos ir). Da parte da tarde fomos ao Castelo e depois fomos a pé até ao Arco da Paz, lanchámos lá na relva. A seguir fomos até à Praça do Duono onde fica a catedral e as galerias Victor Emanuel e ainda andámos um bocado a pé na zona (não deu para entrar na catedral porque os meus calções eram demasiado curtos). 
Voltámos a casa e pelo caminho entrámos num supermercado para trazer comida para a jantarada. Comemos baguetes com atum (tínhamos trazido as latas de conserva) e queijo mozzarela. Tirámos muitas fotos e demos muitas gargalhadas porque alguém se lembrou de mim quando estava a acabar o seu InterRail. Lavámos roupa e fomos dormir porque no dia seguinte apanhávamos novamente comboio para nova paragem. Trovejou imenso durante a noite, mas soube tão bem dormir nas camas mais confortáveis de toda a viagem. Milão ficou muito aquém das minhas expectativas, embora tenhamos estado mesmo só de passagem por lá.

Barcelona - dia 4

Começámos, finalmente, a dormir bem, ou seja, a suportar a sauna que era o nosso quarto para 8 pessoas no hostel. Fizemos o check-out de manhã e deixámos as mochilas num quarto próprio para o efeito e rezámos para que ninguém as levasse. Aproveitámos ainda a net à borla e perto do meio dia saímos. Fomos, uma vez mais, ao Parc de la Ciutadella (já lá tínhamos estado mas apenas de passagem para ir ao Arco do Triunfo) e andámos por lá a jogar às cartas e depois ainda fomos explorar aquilo mais um bocado, mal sabíamos nós o que nos esperava. Havia lá uma fonte enorme onde aproveitámos para tirar imensas fotos e que depois aproveitámos para subir para ver a vista para o parque. Pois bem, foi aí que fomos rodeados por um bando de ciganos com umas placas de petições para assinarmos, eu bem fui dizendo não não às duas mulheres que estavam à minha frente mas quando dei por mim estava a família inteira à nossa volta, quando elas tentaram deitar-me a mão à bolsa que trazia à cintura abri caminho entre as duas e consegui fugir (acho que ainda dei um berro) quando me vi a salvo olhei para trás e ainda lá estavam eles a tentar fugir. Quando a minha companheira de viagem conseguiu fugir apercebeu-se que tinha a bolsa aberta e estava sem carteira, não sei como mas foi a correr ter com eles a pedir a carteira ou ia chamar a polícia, depois demos por um dos homens a apontar para a carteira, já sem dinheiro claro, mas ainda com os documentos que era mesmo o que nos ia fazer mais falta. Escusado será dizer que ficámos numa pilha de nervos e já não queríamos mais ir para lado nenhum. Ainda ficámos pelo parque mais um bocado e depois fomos até à zona costeira passear à beira da praia, estava um calor infernal e bem nos apeteceu dar um mergulho. Eram horas de regressar ao hostel para ir buscar as mochilas, passámos no Carrefour que à hora do jantar vendia cachorros a 1€25, comemos dois e seguimos de autocarro para a Estação de França. Não tínhamos conseguido arranjar lugares juntos pelo que fomos todos em cabines diferentes mas em carruagens muito próximas. A mim calhou-me uma família feminina: a avó, a mãe e a filha, super simpáticas, falámos ainda um bom bocado (pena o meu inglês ainda ser tão mau). Por volta das 22h30 as cabines tomavam a configuração da noite e surgiam camas (já feitas!) e tínhamos direito a uma bolsa com escova e pasta de dentes, tampões para os ouvidos e mais qualquer coisa que agora já não me recordo. Pouco depois fomos dormir, eu e o iPod.

14 de outubro de 2011

De vez em quando dá-me a saudade e tenho de me pôr a ver as fotos do InterRail. Tantas saudades de trocar de cidade a cada dois dias. Agora até parece fácil andar com uma mochila de 13kg às costas, mas só agora.

O melhor jardim de todo o sempre - Belvederegarten em Viena.

24 de setembro de 2011

Barcelona - dia 3

Aproveitámos a manhã para percorrer o Passeio de Gràcia que vale muito a pena ver pela arquitectura das casas, particularmente pela influência de Gaudi [Casa Batlló e a Pedrera]. Depois seguimos de metro até ao Parque Guëll, de metro como quem diz, ainda se anda um bom bocado a pé e a subir, e bem!, felizmente há uma parte que até tem escadas rolantes. O parque além de ser muito bonito [o senhor Gaudí era um grande arquitecto!] tem uma vista deslumbrante sobre Barcelona [diferente da perspectiva de Montjuïc]. À tarde fomos ver a Sagrada Família e só se consegue dizer Uau! porque aquilo é de cortar a respiração [mesmo a quem não acredita em Deus]. Depois tem aquele misticismo de nunca mais ficar pronto, a sério, ainda falta tanta, tanta coisa! Mais uma vez, créditos para Antoni Gaudí. Fomos jantar ao BurgerKing [foi a minha primeira vez e destronou completamente o Mc]. À noite fomos ver se a Torre Agbar estava iluminada, mas surpresa das surpresas, aquilo também só deve ligar aos fins-de-semana. Mas ficámos por lá a tirar umas fotos malucas porque há uma zona muito engraçada atrás da Torre. Apanhámos o último metro por muitooo pouco [há linhas que fecham à meia-noite. e ainda nos queixamos do metro de Lisboa!]. Hostel, palhaçada e dormir na sauna outra vez.

2 de setembro de 2011

Barcelona - dia 2


Não consegui dormir 30 minutos seguidos. Ver a luz do dia foi motivo para saltar da cama para um, mais que merecido, duche. Aquilo era do género de um balneário (feminino) – dois duches e duas casas de banho para um andar inteiro. Fomos tomar o pequeno-almoço e trazer umas sandes para o almoço (a nossa forma de poupar dinheiro em comida).
Comprámos o passe de 3 dias para os transportes e fomos tratar do bilhete de comboio para Milão. Apanhámos um susto de morte porque o bilhete era nada mais, nada menos que 77€65! Caso não tivéssemos o passe de InterRail, custaria cerca de 200€. Escusado será dizer que começámos a ver a nossa vida a andar para trás porque não fazíamos ideia que seria tão caro, ainda para mais se fosse assim em todas as viagens que ainda nos faltavam fazer estávamos desgraçados… (felizmente esta viagem foi uma excepção)
Depois fomos ver a cidade. Arco do Triunfo, zona litoral e Barceloneta. A seguir ao almoço fomos para a zona de Montjuïc (é uma zona mais deslocada do centro da cidade mas que tem imensa coisa para ver!). Subimos até ao Castelo, pelo caminho passámos por um mirador com uma vista espectacular sobre a cidade. Depois apanhámos um autocarro, que dava uma volta (era mesmo o trajecto dele) pela zona, para irmos ao Museu de Arte Nacional à frente do qual fica a famosa Fonte Luminosa e ao fundo a Praça de Espanha. Como a fonte não estava a funcionar, depreendemos que só funcionaria à noite, pelo que a seguir ao jantar fomos dar lá um salto, qual não foi o nosso espanto quando a vimos da mesma forma que à tarde. Ainda lá ouvimos pessoas a dizer que a fonte só funciona às sextas, sábados e domingos. Uma pena já que íamos embora quinta à noite. Por fim, voltámos ao Hostel para uma boa noite de sono, mas extremamente quente na mesma.

25 de agosto de 2011

tudo e nada

É com imensa vergonha que digo que durante este Verão (ainda) não li um único livro que seja. Ainda levei um livro para ler durante a viagem, mas todos os bocadinhos que tinha livres eram aproveitados para descansar (leia-se dormir). Nas viagens de comboio - que foram quase sempre de noite - aproveitava para dormir e ouvir música, o que era óptimo para me distanciar das pessoas com quem viajava (às vezes também era preciso) e me dava sempre uma certa paz já que durante o dia não ouvia.
Pode parecer cliché mas as viagens de comboio - especialmente quando se vai sentado à janela - proporcionam óptimos momentos de reflexão. Para mim foi sempre inevitável não pensar na minha vida enquanto via a paisagem a passar na janela. E apesar de poder parecer um momento algo triste dava-me imensa paz olhar lá para fora e ver tudo e nada ao mesmo tempo.

Barcelona - dia 1

A partida foi no dia 1 de Agosto num voo da EasyJet com destino a Barcelona. Andei o dia todo muito ansiosa e a tratar dos últimos pormenores. A viagem fez-se bem e chegámos lá já era de noite. Apanhámos o comboio no aeroporto até à Praça da Catalunha que ficava na zona do nosso hostel. Tínhamos o trajecto mais ou menos delineado mas mesmo assim conseguimos andar mais de uma hora à procura da nossa rua quando ela estava mesmo à vista. De salientar que esta hora a andar a pé foi com uma mochila de mais de 10kg às costas e que andámos em ruas que metiam medo, muito medo. Uma vez, quando demos por nós estávamos numa rua com, pelo menos, 20 prostitutas. Lembro-me de ter pensado que o Interrail ia acabar tão depressa como tinha começado, mas lá conseguimos dar a volta à situação e descobrir o nosso spot. 
Fizemos o check-in por volta da meia-noite e quando subimos ao quarto para deixar as mochilas e ir comer qualquer coisa ficámos a conhecer as nossas companheiras de quarto. Quer dizer, não foi bem conhecer, foi mais acordar toda a gente e sair. Era um quarto com capacidade para 8 pessoas (4 beliches) mas demasiado pequeno para tanta gente. Pequeno e quente. Uma verdadeira sauna, já que na primeira noite não consegui pregar olhos tal era o calor e a pouca ventilação. Foi sem dúvida o pior hostel em que ficámos.

24 de agosto de 2011

wait for it

Depois de muitaaas horas de sono (não que tivesse dormido pouco, era mesmo do cansaço) vou dar início à descrição da grande viagem. Foram 22 dias, dos quais 3 foram gastos em viagens de comboio, 10 cidades e muitos quilómetros nos pés. Escrevi um diário de viagem (a muito custo, diga-se) e tirámos imensas fotos.

23 de agosto de 2011

E pronto, cá estou eu de volta (cheguei ontem ao fim da tarde) ainda inteira, com menos 700€ na conta (fora o que já tinha gasto), com mais de 1000 fotos (só da minha máquina) e com muitas histórias para contar. Hoje à noite rumo ao Algarve com os pais para 3 semanas de descanso que isto de viajar também cansa!

1 de agosto de 2011

até já.

Bem, o momento por que mais tenho esperado nos últimos vezes, finalmente, chegou. Estou a uns minutos de partir para o aeroporto de Lisboa rumo a Barcelona. Estou um bocado nervosa, mas acho que vai correr tudo bem. Vão ser 9 cidades em 22 dias e muitas histórias para contar, como se quer. Resta-me esperar que por cá não se passe muita coisa porque pôr-me a par das notícias de 3 semanas é coisa para me cansar. E, pronto, fui de interrail, pessoas! [que bem sabe dizer isto]

'tá quase

Cheguei muito bem a Lisboa, a minha mala foi a primeira (!) a sair. A mochila está quase pronta, mas pelo caminho ia tendo um chilique (ao ver o monte de coisas que queria levar e o tamanho da mochila) e tive de pôr algumas coisas de parte. Amanhã é só ir comprar umas coisas que me faltam e pronto.

31 de julho de 2011

os nervos

O avião que me vai levar a Lisboa está atrasado e ainda estou em casa. Hoje estou a aperceber-me que estou extremamente nervosa. Ou será ansiosa? O passo mais difícil é dizer adeus aos pais, depois acabam-se as despedidas e a Europa é o limite.
Falta 1 dia, 1 hora e 31 minutos.

29 de julho de 2011

packing #1

Levo uma bolsa com tantos medicamentos que alguém ainda vai pensar que sou uma traficante. Mas mais vale prevenir e não usar nada, afinal de contas são 3 semanas longe de casa.

21 de julho de 2011

10

Falta marcar 1 hostel mas as opções já estão definidas. Berlim. Tenho de organizar a visita aos "meus" sítios. Veneza [check], Viena [in progress] e Praga.
Faltam (OMG) 10 dias.

19 de julho de 2011

Plano de Viagem


Ora vejamos: Barcelona, Milão, Veneza, Budapeste, Viena, Cracóvia, Praga, Berlim e Paris.

17 de julho de 2011

14

Ando a seleccionar as músicas para a viagem. Em princípio, são 22 dias sem tv, nem net, por isso tenho de me agarrar à música. Vamos levar cartas que são óptimas para as viagens de comboio e tempos mortos.
Entretanto hoje através de uma recomendação achámos um sítio para lá espectacular para ficar em Praga, tomara que todas as cidades em que passamos tivessem lugares para dormir tão baratos e agradáveis como este, mas não, este é mesmo um oásis no meio do deserto.
Faltam 14 dias.

bike

Como o tempo cá tem estado uma grande merda porcaria, em vez de ir correr, tenho pedalado na bicicleta de andar parado (não sei o nome técnico) que temos cá em casa há séculos, a pobre já não tem a interface digital a funcionar (dizia as calorias que se perde e a distância que se anda) mas deixa pedalar que é o que interessa. 35 minutos dia sim, dia não, a ouvir música faz-se muito bem e ajuda-me a preparar os quilómetros que vou trazer nos pés quando voltar do interrail.

13 de julho de 2011

18

A busca de hostels baratos, bem localizados e, de preferência, com pequeno-almoço está a dar comigo em louca. A combinação dos 3 factores é quase impossível e então se quiser aliar isto tudo a bons comentários... Pois. 'Tá difícil, sim senhor.
Faltam 18 dias.